Risco da profissão policial exige previdência diferenciada, diz APCF no Ministério da Justiça

Risco da profissão policial exige previdência diferenciada, diz APCF no Ministério da Justiça

O diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais (APCF) André Morisson e demais representantes de entidades da União dos Policiais do Brasil (UPB) se reuniram nesta 5ª feira (7/2) com o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Pontel, para apresentar propostas sobre a reforma da previdência.

Para Morisson, o risco de morte inerente à natureza da atividade policial justifica um plano de previdência diferenciada. “Nossos apontamentos são em defesa da segurança e dos direitos legítimos dos servidores de segurança pública”, disse o diretor da APCF, em reunião. Morisson lembrou que a preocupação do grupo se aplica aos profissionais em atuação, mas, também, com os futuros policiais que ainda vão ingressar.

Além disso, a UPB acredita que o estresse e possíveis traumas reforçam a necessidade de pautas específicas para os policiais. “O Brasil é o país em que policiais mais morrem no mundo. Até mesmo países que estão em guerra não têm esse mesmo índice de mortes”, relatou a representante do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Marcele Almeida. “Nossa taxa de suicídio é duas vezes maior que qualquer outra categoria”, completou o integrante da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Deolino Carnel.

Entre as propostas apresentadas, estão a necessidade de construir regras justas em relação à aposentadoria e pensões, a manutenção da diferenciação de gênero e a preservação da integralidade e paridade.

Para Pontel, os pilares da nova gestão de segurança pública do Brasil são o combate ao crime organizado, à violência e à corrupção. “Nosso objetivo é atacar os pontos de estrangulamento do sistema. Se desatar esses nós, é possível dar ao sistema de Justiça uma maior efetividade”, disse o secretário executivo.