"São diversas as áreas de trabalho para combater conjuntamente vários crimes, entre eles o narcotráfico", afirmou Llorenti em entrevista coletiva. O "maior avanço" do plano de ação, segundo os ministros, é a realização de operações policiais e de inteligência conjunta nas regiões fronteiriças.
Em virtude do acordo, as policiais de ambos os países trocarão informação para identificar as rotas do tráfico de drogas e para desenvolver investigações dos dois lados da fronteira. A Polícia brasileira "acompanhará" a erradicação de cultivos de folha de coca no país andino e, de forma recíproca, os agentes bolivianos presenciarão a destruição de plantações de maconha no Brasil, segundo o texto do plano.
O Brasil também se comprometeu a compartilhar com a Bolívia os dados de veículos aéreos não tripulados de vigilância comprados de Israel para a proteção das fronteiras. O governo brasileiro também se ofereceu para formar agentes bolivianos nas instalações da Polícia Federal e aprovou "ceder" ao País andino laboratórios contra lavagem de dinheiro, com o objetivo de "estrangular financeiramente" os criminosos, segundo Barreto.
Também no âmbito do plano de ação, Brasil e Bolívia se comprometeram a avaliar periodicamente seus acordos sobre política migratória, para garantir a regularização dos emigrantes ilegais. Segundo o ministro brasileiro, os emigrantes em situação irregular são mais vulneráveis a caírem nas redes do crime organizado.
Fonte: Clique ABC/SP
Sexta-feira, 17 de dezembro de 2010