A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ( Leia mais: Erenice Guerra substituirá Dilma na Casa Civil, mas Miriam Belchior comandará o PAC )
O nome de Barreto foi defendido pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, e o próprio Tarso vê nele "um gestor eficiente". Mas o atual ministro preferia a nomeação do secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), que tinha o apoio de setores do PT, mas não é um nome da total confiança de Lula. Ao longo de sua carreira política, iniciada na prefeitura de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina (PSB-SP), Cardozo acumulou atos que desagradaram o presidente.
- Eu não sugeri ao presidente nenhum nome, porque é uma responsabilidade de Estado que tem que ser totalmente assumida pelo presidente e aceita pelo ministro que sai. O que eu disse ao presidente é que tanto o nome do Luiz Paulo como o nome do José Eduardo são absolutamente compatíveis - afirmou Tarso após o encontro com o presidente Lula.
A saída de Tarso poderá provocar uma onda, já que outros ministros haviam manifestado interesse emdeixar o governo antes de 03 de abril, prazo máximo para desincompatibilização, conforme prevê a legislação eleitoral. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, é um dos que havia cogitado sair mais cedo.
Tarso já começará a articular candidatura
Já a partir deste mês Tarso começará a viajar pelo Rio Grande do Sul preparando a campanha e o programa de governo. No estado, a tendência é que a base governista tenha mais de dois candidatos, e a disputa seja dura. O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), e o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) também devem concorrer. Mesmo com as sucessivas crises no governo, até a tucana Yeda Crusius deve disputar a reeleição.
Tarso está no governo desde o primeiro mandato de Lula, mas já passou por quatro pastas diferentes. No primeiro ano de governo, foi ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes), hoje incorporado à Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Na primeira reforma ministerial, assumiu a pasta da Educação. Em julho de 2005, saiu do governo para assumir interinamente a presidência do PT, em pleno escândalo do mensalão . Em 2006, assumiu a SRI e, menos de um ano depois, foi para a Justiça.
Fonte: Evandro Éboli
O Globo
Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010