“A expectativa é que com a chegada dos policiais federais o processo de identificação seja acelerado porque eles deverão trazer uma série de informações, que vão ajudar no trabalho, e que aqui não dispomos, como por exemplo, as impressões digitais”, disse Lage.
Apenas o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado. Porém, no local do crime, uma fazenda entre as cidades de Reynosa e San Fernando, em Tamaulipas, foram encontrados documentos de outro brasileiro. A carteira de identidade, o passaporte e o título de eleitor de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, estavam perto dos corpos das vítimas.
Dos 72 imigrantes assassinados, 18 corpos eram de hondurenhos e 11 de salvadorenhos. Havia ainda imigrantes da Guatemala e do Equador.
O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, sobrevivente da chacina, foi que alertou as autoridades mexicanas sobre o crime. Outros dois homens também escaparam do massacre - um hondurenho e outro salvadorenho.
Os corpos não identificados são submetidos a exames no Serviço Médico Forense. Os peritos brasileiros, assim como especialistas de outros países, também vão colaborar nos trabalhos de identificação.
O porta-voz da Presidência da República do México, Alejandro Poiré, anunciou a localização de sete suspeitos de envolvimento no crime – sendo que três deles foram mortos. De acordo com Poiré, os suspeitos têm ligação com os cartéis de Los Zetas e El Golfo – que atuam com narcotráfico e tráfico de pessoas.
Fonte: Agência Brasil
Quarta-feira, 8 de setembro de 2010